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26 de Junho de 2012 | 08h36

Grandes empresas adotam programas de promoção da saúde e prevenção

Revista Apólice | Jamille Niero

Grandes empresas, sejam elas multinacionais ou brasileiras, de diversos setores, estão investindo em programas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Quatro delas – Basf, ArcelorMittal, Caterpillar e Vale – mostraram o que desenvolveram nesse quesito durante painel do Encontros de Saúde Corporativa 2012, realizado pela CPH Health nesta terça-feira, 19 de junho, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Esses programas podem ou não ter a participação da operadora ou seguradora responsável pelo seguro saúde. O fato é que os programas reduzem a utilização do plano de saúde, gerando economia.

No caso da Basf, não há a participação da seguradora. “Mas vemos o resultado do nosso programa na sinistralidade”, afirmou Ivan Bessa, gerente do departamento de medicina ocupacional e proteção à saúde da companhia. A Basf tem 110 mil funcionários diretos trabalhando nas unidades da empresa no mundo todo. “Em 2020 vamos ter mais de 500 funcionários com mais de 60 anos. Há maior incidência de patologias com o aumento da faixa etária”, analisou o executivo. Por isso, explicou, são trabalhadas ações de saúde globais. Cada ano são escolhidos temas que chamem a atenção dos colaboradores. “A ideia é que as pessoas se habituem a parar para pensar na saúde. Queremos funcionários comprometidos com a saúde e que tenham a iniciativa de buscar a saúde”, complementou.
Segundo Bessa, a Basf trabalha com um indicador de saúde especifico para os seus funcionários. “Tentamos trabalhar algo que seja manejável globalmente. O indicador de saúde Basf é uma extensão do indicador de doenças ocupacionais.
Considera iniciativas de entidades globais e procura monitorar padrões laborais da Basf no mundo todo”, salientou.

No caso da Vale, a empresa conta com um plano de saúde operado por autogestão. De acordo com o gerente de saúde corporativa, Fernando Coelho Neto, a participação da operadora nos programas, historicamente, não é tão grande quanto deveria ser. “Tanto que uma das primeiras coisas foi trazer a gestão do plano de saúde para dentro da saúde corporativa. A maior justificativa para manter a autogestão é que o plano de saúde participe. A tendência é que haja maior aproximação do plano de saúde com a saúde corporativa”, justificou o executivo. Segundo ele, a vantagem de ter um plano de saúde de autogestão é poder trabalhar com uma única plataforma, tornando mais fácil aproximar os dados.

A empresa, que está presente em 38 países e tem cerca de 80 mil empregados, quer tornar-se uma emprega global também no quesito “saúde corporativa”. “Temos várias unidades que estão além do atendimento de requisitos sistêmicos, atuando com elementos acima dos exigidos por lei. Estamos trabalhando para aplicar um único modelo em todas as etapas do processo”, indica Coelho Neto. Entre as ações já realizadas pela empresa em alguns países estão o combate e o tratamento da malária, na África, que se estende para a comunidade ao redor da unidade. Outro exemplo é a verticalização do atendimento em alguns locais, como São Luis, no Maranhão, onde não há rede credenciada suficiente.

A Caterpillar segue um modelo parecido. De acordo com o gerente de saúde e meio ambiente, Wagner Codinhoto, o modelo de assistência médica utilizado pela empresa é o pós-pagamento. “Por isso nos assemelhamos à autogestão, mas há a participação da operadora no processo”, garantiu. Ele observou que há muitos produtos para se fazer esse tipo de gestão e não só por parte das operadoras. “Acho que depende de cada empresa e o contexto. No nosso caso ainda vale a pena nós fazermos a nossa gestão. A necessidade e os recursos disponíveis também são importantes para começar um trabalho desse nível”, pontuou. A Caterpillar está presente em quase 200 países, com mais de 120 plantas e mais de 100 mil funcionários. Há duas plantas no Brasil: a maior, com 6 mil funcionários, fica em Piracicaba. Para atender todos os colaboradores e dependentes, a Caterpillar desenvolveu um centro de prevenção, chamado Vila Saúde. Codinhoto conta que quando o centro foi criado não havia garantias de retorno financeiro. “Há cerca de 4 anos percebemos a importância de mostrar o retorno e colocar no papel a viabilidade comprovada do local para que a empresa mantenha o suporte. Minha missão hoje é manter o local viável do ponto de vista financeiro”, relata. A estrutura custa 1 milhão de dólares por ano. “Não competimos com a rede credenciada, mas se considerarmos os atendimentos feitos lá nos últimos 12 meses temos economia de 990 mil dólares por ano. Ou seja, o custo é de 10 mil dólares por mês, o que não é nem considerado pelo beneficio que temos”, comenta. Como exemplo do benefício gerado pelo Vila Saúde, ele cita o acompanhamento de obesos e de doentes crônicos. “No caso do acompanhamento de obesos atingimos o índice de quase 60% de procedimentos cirúrgicos evitados, ou cerca de R$ 700 mil economizados na rede credenciada, e no acompanhamento de crônicos a economia da utilização da rede nos últimos 12 meses foi de cerca de R$ 900 mil. Em programas foram salvos 1,5 milhões de reais em 12 meses. É algo bom para todos: empregados, dependentes e empresa, que continua acreditando que o projeto é viável”, contou.

Já para o assessor de medicina preventiva da ArcelorMittal, Flavius Vieira, é interessante a operadora de saúde – ou seguradora – participar dos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças para “provar” ao pagador do serviço que as ações estão alinhadas com a empresa contratante. “É o melhor dos mundos porque é possível mostrar os dois lados da moeda. É possível provar ao patrão que a operadora está cuidando da saúde de forma diferenciada da que o mercado faz e não só por meio do atendimento médico”, avalia Vieira. Segundo ele, até a maneira que a empresa contratava médicos mudou. “Acabamos devolvendo programas para quem está à frente da empresa, como o programa para executivos, por exemplo”, cita Vieira.

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